Atualmente, muito se fala sobre o Matcha. Desde meados de 2011, o Matcha – “Chá Verde em Pó” em japonês – vem sendo muito citado e conhecido no ocidente por vários motivos:

  1. Sua potência energética e de nutrientes como um superalimento;
  2. Sua bomba de antioxidantes como todos os chás vindos da Camellia Sinensis;
  3. Sua função ritualística dentro da cerimônia de chá japonesa e
  4. Bebidas lindas feita com o chá em sua base.

Mas vale questionar:

“De onde vem o Matcha?


Por mais estranho que pareça, o Matcha tem início na China, na Dinastia Tang, do Século VII até o X. As folhas de chá eram prensadas para facilitar seu transporte e armazenagem.

Além disso, uma grande personalidade e filósofo da época chamado Lu Yu havia escrito o “Clássicos Do Chá” ou Cha Jing (茶经) em Mandarim, um livro baseado no Zen Budismo emergente na China, com vários métodos, ordens e preparos organizados e compilados dentro do livro.

É desse chá prensado em que se fazia o chamado Mo Cha (literalmente Chá Moído, em chinês) de onde surgiria seu primo, o Matcha.

Mas foi apenas na Dinastia Song, do século X a XIII, quando o monge budista Eisai levou com força a cultura do Zen Budismo e do Chá para o Japão. Durante esse período, realmente começou a se construir uma forte ligação entre o Japão e o chá verde.

Cerimônias associadas ao Matcha


Eisai – Conhecido como o Pai da cultura do chá no Japão – levou sementes de Camellia Sinensis para o Japão e incentivou a produção local. Com o tempo, isso foi se desenvolvendo para o que é hoje.

Neste contexto, parte do chá produzido era usado para uma cerimônia budista advinda do Lu Yu. Isso resultou no que conhecemos hoje como “Chanoyu” (O Caminho do Chá). Essa é uma das cerimônias mais tradicionais que encontramos hoje em dia. Posteriormente foi adaptada e melhorada por Sen no Rikyu.

Esse foi um pequeno resumo da história desse chá verde do Japão.

Em breve, traremos muito mais informações sobre essa bebida já antiga, que até hoje se inova e se transforma em criações magníficas. (é preciso textão para contar um pouquinho sobre o Matcha) 😮

O Matcha é um chá que vem se tornando muito famoso nos últimos tempos.

Popularização do matcha

Sua história é milenar. Envolveu todo o contexto da cerimônia do chá. E foi protagonizada samurais do período feudal japonês. No entanto, sua utilização e venda vem se tornando mais acessíveis atualmente por motivos como:

  • Seu uso na culinária;
  • Sua grande bomba de propriedades de um superalimento, concentrando 20 vezes mais antioxidantes que os outros chás da Camellia Sinensis;
  • A utilização na cerimônia do chá tradicional praticada até nos dias de hoje.

Uma receita simples e deliciosa

Para diversificar as formas de usar seu Matcha da Tea Road, preparamos uma série de receitas feita com esse delicioso chá verde.

Com matcha é possível produzir receitas simples de serem reproduzidas em casa, mas que podem ser combinadas a outras para se tornarem pratos deliciosos e de alta gastronomia.

Esse chá pode nos proporcionar, ainda, uma manhã mais energética.

Para aproveitar seus benefícios, nossa primeira receita é um Clássico:

Iogurte com Matcha

Ingredientes

– 250 ml de Iogurte de sua preferência;
– 4 g de Matcha culinário da Tea Road ;
– 50 g de morangos ou granola;

Modo de preparo


– Separar em uma tigela o iogurte;
– Adicionar o Matcha e misturar com o auxílio de um batedor de ovos ou garfo para incorporar bem;
– Colocar nos recipientes em que você vai servir, e cobrir com morango ou granola.

Além disso…

Caso você queira uma presença do Matcha mais intensa, nada impede você adicionar mais chá ao iogurte.

Recomendamos a granola como acompanhamento por conta das nozes e castanhas que combinam muito bem com o Matcha.

Mas você também pode colocar frutas como manga, abacate e lascas de coco. Como preferir!

Tea Road | 20 de novembro de 2020 | por Daniela Souza

Alinhado ao minimalismo, o conceito de destralhar refere-se ao ato de livrar-se daquilo que não é útil ou necessário. Destralhar nos permite fugir dos efeitos negativos dos excessos e nos incentiva a liberar espaço para aquilo que é relevante. Acumulamos, diariamente, uma infinidade de informações inúteis ou desimportantes. Toda essa tralha pode gerar distrações, ansiedades e confusão mental.

Quantas vezes você já se pegou refletindo sobre assuntos que pouquíssimo te importam? Perdeu o foco e se viu em meio a um emaranhado de ideias aleatórias, devaneios? De repente, você se percebe pensando sobre o gato da vizinha e nem sequer sabe como seus pensamentos chegaram até ali. Enquanto isso, uma lista de e-mails está esperando respostas, sua planta está morrendo de sede e você esqueceu seu chá na cozinha esfriando.

Sua mente viaja e você se sente frustrado e ansioso por não finalizar as tarefas planejadas. Destralhar a mente é diferente de esvaziá-la ou de acalmar os pensamentos. Destralhar significa manter somente o que é importante. Não vá se livrar de tudo, ok? As tralhas são apenas as distrações que nos afastam de nossos objetivos e metas, complicando nossas vidas. O escritor canadense Robin Sharma argumenta que:

“O melhor modo de simplificar sua vida é destralhar sua mente”

Para te ajudar nesse processo, descrevemos dois hábitos essenciais para destralhar sua mente.

  1. Dar significado às suas escolhas

Escolha com cuidado o que realmente importa, observando quais valores são fundamentais para você. Com base nisso, você será capaz de definir necessidades, afetos e visões de mundo com as quais se identifica ou não.

 Para tanto, é muito importante conhecer a si mesmo. É imprescindível relembrar suas raízes, se orgulhar de suas trajetórias e reconhecer as transformações pelas quais passou ao longo de sua história. Ancore-se em sua melhor versão, utilize-a como bússola para imaginar futuros possíveis, atenha-se aos seus planos e foque em seus objetivos de vida. Assim, é possível avaliar o quê ou quem contribui para sua felicidade e bem estar. Apenas esses serão merecedores de sua concentração.

Ao invés de acumular pessoas e coisas que geram informações desnecessárias, resuma-se ao essencial. Nas palavras do arquiteto Ludwig Mies van der Rohe: “menos é mais!” Quando conhecemos o que é importante para nós, dedicamos nosso tempo e energia somente ao que harmoniza com nossos valores e ideais. Essa clareza nos proporciona equilíbrio, leveza e simplicidade. Você não apenas se livra e evita o que é negativo e desnecessário, também se depura.

Agregar significado às suas escolhas de vida tem um efeito libertador e calmante para sua mente.

  • Filtrar os pensamentos

Esse parece o mais óbvio, certo? Sim, eu sei! Mas não é fácil tomar as rédeas da nossa imaginação. Nossa mente passeia e, quando nos damos conta, estamos pensando no aquecimento global, naquela briga de semana passada com o namorado, no fim da pandemia…

O que essas coisas têm em comum? Não podemos controla-las ou muda-las! Filtrar e controlar nossa mente é sobre isso, tentar se ater apenas àquilo que está ao nosso alcance ou nos compete. Consumimos uma imensidão de conteúdo que nada agrega para o nosso desenvolvimento pessoal ou sobre o qual nada podemos fazer.

 Não devemos nos alienar e deixar de consumir informações sobre o que acontece no mundo ou a nossa volta, mas podemos fazer isso com equilíbrio e moderação. Do contrário, somos tomados pelo medo, angústia e indignação, sobretudo, nos dias de hoje. Vivemos uma crise mundial e uma pandemia, sem data para terminar. A vida está cheia dos nossos “probleminhas” pessoais, das nossas questões particulares e de “problemões” de escala global, a qualidade do ar, por exemplo.

Nesse sentido, é importante cultivar a empatia por si mesmo e medir o quanto somos afetados pela infinidade de informações que circula rápida e intensamente, em tempos digitais. Questione-se: Isso me importa? Está ao meu alcance? Você pode se sensibilizar com um problema de um amigo, oferecer-lhe carinho e conforto, mas, caso você não possa literalmente resolver, limite seus pensamentos sobre o assunto. Você pode, ainda, se preocupar com o aquecimento global. E, por isso, reciclar seu lixo, economizar água e ensinar seus filhos sobre responsabilidade ambiental, mas é inútil passar seus dias refletindo a cerca de cada centímetro de calota polar que se desfaz.

Destralhar seus pensamentos é o melhor caminho para uma vida mais leve, fluida e descomplicada!

tea Road | 20 de outubro de 2020 | por Daniela Souza

Muito se fala sobre o aumento da produtividade. Há uma imperatividade por produção sem fim. É necessário que sejamos produtivos no mínimo de tempo (im) possível. Difícil, não é?! A conta parece não fechar: como produzir mais em menos tempo? Não existe uma fórmula mágica, mas podemos pensar em modos para produzir melhor e otimizar nosso tempo. Nesse sentido, buscamos dissociar a produção e o tempo de fatores quantitativos, olhamos menos para os números e mais para a qualidade. Alguns rituais tornam o trabalho mais prazeroso, leve e confortável. Direcionar nossa energia para determinadas atividades, em momentos certos, pode influenciar todo o nosso dia e potencializar nossa capacidade criativa e produtiva.

Nesse texto, apresentamos 4 rituais que podem te ajudar a ter um bom dia de trabalho!

o SILÊNCIO

Você consegue ficar confortável em silêncio? Conseguir ficar em silêncio é muito importante para o desenvolvimento do nosso processo produtivo. Ficar em silêncio, de verdade, é diferente de ficar quieto. Ficar em silêncio não significa não vocalizar nada, e sim, não se comunicar. Não receber informações ou estímulos e, também, não os produzir. Se você não está lendo, digitando, assistindo, ouvindo ou consumindo conteúdo, sua mente cria. Isso acontece porque sua mente tem tempo para processar e absorver as informações que você recebe e transformá-las em algo novo. Se você só acumula conteúdo, consumindo ininterruptamente, em alguma medida, ele se perde e não é aproveitado. Que tal tomar um chá enquanto você fica completamente em silêncio por alguns minutos?

o essencialismo

Você escolhe com cuidado as atividades que vai realizar no dia ou apenas vive o momento? Se você é do time que determina criteriosamente em que investir seu tempo, você pode ser um essencialista. Aproveitar bem o tempo e a energia, dedicando-os às metas e prioridades é uma estratégia muito eficiente para produzir melhor. Cada pequena atividade do dia finalizada mostra que você está mais perto de cumprir sua meta, entregar um trabalho ou finalizar uma demanda, causando uma sensação de vitória, satisfação e bem-estar. Dar “check” ou riscar obrigações de listas tornam o processo produtivo confortável e mais assertivo. Organizar seu tempo em micro tarefas e delinear atividades específicas para cada momento do seu dia pode ser um ritual rápido e bem simples. Você pode fazer à mão ou aproveitar aplicativos para se organizar, como o Microsoft To Do.

as Pausas

Você almoça na frente do computador? Responde mensagens de trabalho enquanto entre uma garfada e outra? Se você faz isso, precisa conhecer o maravilhoso mundo das pausas. Pausas são autocuidado. São uma atenção que você dá para o seu corpo quando não está trabalhando. O que acontece se você não pausa a produtividade para olhar para si? Se você não para, então, seu corpo para você. É assim que chegamos ao meio da tarde com aquelas dores de cabeça sem explicação, que fazem nossa produtividade ir caindo e diminuem nosso tempo de trabalho com qualidade. Se você divide o seu dia em blocos de tempo, entre eles estão as pausas. Aproveite para se olhar no espelho, se alongar e respirar fundo algumas vezes. É nessa hora que você descarrega, se livra de todo o stress do trabalho e se recarrega.

a experiência

Quantas horas por dia você passa trabalhando? Oito? Dez? Lojas de colchão costumam dizer que passamos um terço (1/3) da vida deitados em nossas camas e isso os ajuda a vender. Já pensou que você passa também um terço (1/3) ou mais da sua existência trabalhando? Em tempos de home office improvisado, pós isolamento social, isso pode significar trabalhar na cama ou no sofá com o notebook no colo, sentar-se à mesa de jantar, andar pela casa falando ao telefone, certo? Assim como dormir, trabalhar também precisa ser uma experiência positiva, confortável e tranquila. Então, crie um ritual de trabalho que inclua: um lugar confortável e ergonômico, uma iluminação adequada, distrações bloqueadas e uma musiquinha ambiente ou silêncio, se você preferir.  Crie um clima para que você possa se apaixonar pelo processo produtivo, já que ele é uma parte considerável da sua vida. Nesse contexto, cabe citar o escritor Eric Thomas:

Apaixone-se pelo processo e os resultados virão.

Esses são apenas alguns rituais que podem tornar seu dia mais leve. Seu dia pode ficar ainda mais gostoso com um chá Tea Road! Vem conhecer!

Tea Road | 01 de outubro de 2020 | por Daniela Souza

Quando vemos a lua cheia bem bonita, muitas vezes nossa primeira atitude é tentar fotografá-la, missão bastante difícil, não é verdade? Em tempos digitais, postamos e mostramos tudo o que nos toca. E o resultado disso pode não ser positivo. Quantas vezes deixamos de apreciar o momento ou contemplar verdadeiras obras de arte da natureza? O festival Tsukimi é um ritual que propõe uma atitude bem diferente dessa. O momento de admiração à lua é tranquilo, silencioso e introspectivo. O festival gira em torno da celebração da lua cheia mais bonita do outono japonês. A lua, acredita-se, possui poderes e energia espiritual, por isso ela é enaltecida. O Tsukimi (🎑)é um momento para expressar gratidão e esperança.

Nesse texto, vamos falar sobre o Tsukimi e propor práticas simples para a gratidão e a felicidade!

aorigem do ritual

Tsukimi é um festival milenar. A tradição, de origem chinesa, foi incorporada aos costumes japoneses durante o período Heian (794-1192), por aristocratas e pessoas da realeza. O ritual incluía a leitura de poemas e a composição de músicas em homenagem à lua. Muitas vezes, a elite se reunia em embarcações para admirar o reflexo da lua nas águas do mar. Atualmente, o Tsukimi ainda preserva o caráter de veneração, respeito e reflexão.

O contexto

A melhor ocasião para observar a lua é na décima quinta noite do oitavo mês do calendário lunar. No calendário gregoriano, o festival da lua cheia de outono acontece entre o fim de setembro e início de outubro. Este período coincide com o fim das colheitas. Neste ano, acontece hoje, dia 01 de outubro. A lua desse dia, considerada a mais bela e brilhante do ano, é conhecida como “lua do meio do outono”. Nesta data, as pessoas se reúnem, em pequenos grupos, em locais onde a lua é mais visível, em varandas ou jardins. O ritual também pode acontecer em espaços de cerimônia do chá. Esses lugares são decorados com flores de outono e capim-dos-pampas, a planta, bonita e elegante, é uma oferenda à lua, como sinal de agradecimento. Depois do ritual a planta é levada para dentro de casa, como um amuleto de proteção.

as comidas tradicionais

Durante o Tsukimi, alguns alimentos típicos são servidos como oferendas à lua. Também decorativos, Tsukimi-dango são pequenos bolinhos de arroz branco dispostos em forma de pirâmide em uma bandeja. Bolinhos de arroz doce conhecidos como mochi, símbolo de felicidade e boa saúde, são ornamentados ou esculpidos em formato de coelho. O coelho é o maior símbolo da tradição Tsukimi.  Outros alimentos sazonais são cuidadosamente organizados, tais como como castanhas e batata doce, edamame e saquê. A refeição é apreciada e compartilhada como uma expressão de gratidão pelas colheitas.

 Um momento de gratidão

O ritual Tsukimi é marcado pelo silêncio, paz e introspecção.  O momento de ver a lua leva à reflexão e à gratidão. O que essa tradição pode nos ensinar? O Tsukimi pode nos inspirar a criar hábitos de gratidão associados à lua. A gratidão está intimamente relacionada à felicidade, pois gera um sentimento de bem estar. É muito comum associarmos a felicidade a conquistas futuras, realizações que estão por vir. Assim, sempre empurramos a felicidade para depois, ela se torna muito mais uma expectativa a ser cumprida do que um sentimento que nos preenche. Ao sermos gratos deixamos de nutrir a esperança de felicidade e somos felizes no aqui e agora.

O líder religioso japonês Masaharu Taniguchi ensina:

Expresse gratidão com palavras e atitudes. Sua vida mudará muito de modo positivo.”

Por isso, listamos 3 rituais para a gratidão pelas pequenas coisas:

  1. Escreva um diário: ao invés de ficar imaginando o que você precisa fazer ou alcançar, atenha-se ao que você já fez, ao que você conquistou e às pequenas vitórias diárias.
  2. Prepare um momento para apreciar sua própria companhia. Acenda uma vela de jasmim.  Prepare um chá relax, ele ajuda a acalmar e relaxar, alivia o estresse, combate a ansiedade. Concentre-se em você, seja grato pelo por este instante de paz.
  3. Aprecie a lua e relembre sua história. A versão de você de cinco ou dez anos atrás estaria orgulhosa do que você se tornou hoje, de sua caminhada. Quantas vezes você fez seu melhor dentro das possibilidades que tinha naquele momento? Você é a sua melhor versão de si mesmo!